banner 928x800

Prezidente Republika Jose Ramos-Horta Partisipa Iha Serimónia Aniversáriu Revolusaun Kravus Ba Da-50

Tve-t Lisboa, Portugal, 25 Abril 2024 – Sidade Lisboa komemora aniversáriu ba dala 50 husi Revolusaun Kravus ohin ho eventu no atividade lubuk ida-ne’ebé prezidente José Ramos-Horta partisipa.

Komemorasaun sira-ne’e hahú iha tuku 9:30 to’o tuku 10:30 dader ho serimónia militár iha ‘Praça do Comércio’ ne’ebé prezide husi Prezidente Marcelo Rebelo de Sousa. Maizumenus iha tuku 9:40 dader, konstitui fila-fali istóriku ida-ne’ebé hala’o ba “Operasaun Rejime nia rohan” ne’ebé hamonu ditadura husi Estado Novo iha loron 25 fulan-abril 1974. Parada husi karreta militár antigu sira ne’ebé liuhusi Terreiro do Paço iha partisipante importante sira-nia oin. Karreta sira-ne’e hamutuk ho tanke M47 Patton ne’ebé reprezenta forsa sira ne’ebé laran-metin ba rejime Marcelo Caetano ne’ebé hamonu ona iha tempu ne’ebá, no sira sei maintein iha fatin to’o meiudia hodi fó dalan ba públiku atu halo interasaun ho pesoál “Militár Abril” sira.

Komemorasaun solene ne’e kontinua iha tuku 11:30 dader ho serimónia iha Asembleia Repúblika ne’ebé organiza husi órgaun soberanu.

Eventu sira iha loron ne’e remata ho han-kalan Estadu nian iha ‘Palácio Nacional da Ajuda’ ne’ebé organiza husi Prezidente Marcelo Rebelo de Sousa no marka prezensa husi Xefe Estadu no governu sira ne’ebé prezente iha komemorasaun aniversáriu Revolusaun Kravus ba da-50 ne’ebé hala’o iha Portugal hafoin dékada haat liu tiha ditadura.

Eventu no atividade sira seluk tan sei hala’o iha loron hirak oin mai atu marka aniversáriu istóriku iha loron 25 fulan-abril tinan 1974 ne’ebé muda istória Portugal nian. Revolusaun Kravus ne’e hanaran husi imajen sira ne’ebé koñesidu hatudu ema barak ne’ebé sai manifestante ne’ebé tau ai-funan karvus nian iha kilat-barrel tropa militár nian.

Bele Lee Prezidente Ramos-Horta Nia Dikursu Iha Bankete Estadu tuir mai:

25 de Abril de 1974 – 25 de Abril de 2024

Hoje, Portugal celebra o Dia da Liberdade, uma data de profundo simbolismo na sua história de 900 anos, talvez igual a 1 de Dezembro de 1640.

Naquele dia já distante de meio século mas ainda muito presente nas nossas vidas, naquela manhã de 25 de Abril de 1974, acordamos com “Grândola Vila Morena”, a alvorada da Revolução dos Cravos, que assinalou a restauração da democracia e liberdade plenas para os Portugueses e independencia e soberania plenas para os povos colonizados.

Neste 25 de Abril refletimos sobre as conquistas alcançadas e os desafios que ainda enfrentamos no que devem ser desígnios nacionais de sociedades mais igualitárias e justas.

Neste dia, os portugueses e todos nós honramos a coragem e a determinação daqueles que lutaram pela liberdade, e renovamos os compromissos com os valores democráticos que definem as nossas nações.

Meio século passou. Do Portugal do Estado Novo de Salazar, empobrecido, isolado, asfixiado, para o Portugal de 2024…quanto mudou, para melhor, para muito melhor em todas as vertentes.

Que o espírito do 25 de Abril continue a inspirar as gerações presentes e futuras para que vivamos todos uma verdadeira paz, em solidariedade e fraternidade.

Sua Santidade Papa Francisco e o Grande Imam de Al-Azhar Cairo Prof Dr Ammad Tayyeb na sua  “Declaração Sobre Fraternidade Humana por um Mundo de Paz e de Vivência Conjunta”, documento histórico celebrado em Abu Dhabi no dia 19 de Outubro de 2019, apelam precisamente à fraternidade humana.

Por proposta minha a Declaração de Abu Dhabi foi proclamada por unanimidade “Documento Nacional de Timor-Leste” pelo nosso Parlamento Nacional poucos dias após a minha reeleição para a Presidência da República em Maio de 2022 e vai integrar o curriculum escolar da escola elementar à superior.

Honra a todos os grandes homens e mulheres de Portugal e das colónias que pela sua coragem e tenacidade derrubaram o regime do Estado Novo.

As guerras coloniais, sobretudo, as frentes da Guinea-Bissau, Moçambique e Angola, provocaram a derrota militar, política e diplomatica do Estado Novo, e daí brotou a Revolução dos Cravos.

Portugueses souberam reagir às mudanças, sem ódio e vinganças, sem fuzilamentos, sem guerra civil, Portugueses aceitaram as independências das colónias,  e batalharam connosco pelo longínquo “Timor Português”. Cortado o cordão umbilical colonial os Portugueses não viraram as costas em despeito próprio dos pequenos de mente. As sociedades e líderes das novas nações independentes souberam igualmente agir com verdadeira grandeza de vencedores saudando o Portugal Novo e rapidamente relações de amizade foram consolidadas.

A normalização de relações entre os povos e os novos Estados independentes com a antigo poder colonial foi imediato, a reconciliação foi um processo natural, célere.

Timor-Leste vive hoje em paz e tranquilidade, os índices económicos e sociais são muito positivos, ressalvando muitas falhas como os persistentes elevados índices de pobreza.

Timor-Leste situa-se no 10º lugar no ranking mundial de liberdade de Imprensa e classificado no ranking de democracia como país mais livre e democrático no Sudeste Asiático.

Aderimos ao multilateralismo e pugnamos pela reforma e reforço dos mecanismos internacionais de paz e cooperação.

Orgulhamo-nos de sermos membros activos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, somos eternamente gratos pela solidariedade fraterna durante os anos negros da nossa jornada pela independência, e orgulhamo-nos de podermos hoje contribuir ativamente, mesmo que modestamente, em apoio a alguns países irmãos da CPLP.

Aderimos em Fevereiro à Organização Mundial do Comércio e muito possivelmente seremos membros da ASEAN em 2025, comunidade de 700 milhões comlĺ maioria jovem com PiB de 4 triliões de US$.

Solidarizamos com o Secretário-Geral da ONU António Guterres e o instamos a continuar a ser a voz daqueles cujas lágrimas e sofrimentos não perturbam os mercadores de armas, os incendiários das guerras de Gaza, Ucrânia e Myanmar,  e as guerras em outros tantos paises que não suscitam referência nos midia.

A barbárie da guerra tomou o lugar da humanidade, dezenas de milhares de pessoas inocentes, mulheres e crianças,  são mortas por homens robots que não distinguem entre civis e militares. Vidas humanas, de mulheres e crianças do outro lado, deixaram de ter valor.

O Sul não se vê espelhado no Conselho de Segurança da ONU, uma instituição “démodé” que há muito deixou de representar o mundo do Sec. XXI,

obsoleto, desacreditado, paralisado pelas grandes potências e por algumas menores potências, pois a hipocrisia não é propriedade exclusiva das grandes potências.

Mas a fé,  a esperança, não morrem. Vamos continuar a lutar por uma paz verdadeira, paz plena, de igualdade plena do género, de total inclusão e vivência fraterna entre as distintas etnias, religiões e opções políticas.

 

Vivam os heróis de Abril.

Viva Portugal.

Viva a Amizade Timor-Leste Portugal.

Viva a CPLP.

 

PREZIDENTE REPUBLIKA JOSE RAMOS-HORTA.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *